A história do gatinho que não quis ir pra California

Muito prazer gente, eu sou o Toni. Estou aqui hoje pra contar como foi a minha quase viagem  de São Paulo pra São Francisco. Antes que vocês parem de ler, já quero contar que eu não fui pra California não, e estou aqui em São Paulo  procurando  uma casa legal que queira me adotar.

Pois é, a Maryanne e o Paulo vieram passar as férias no Brasil e resolveram ajudar a ONG que me salvou ( eu fui abandonado  num estacionamento), oferecendo o apartmento deles pra me hospedar durante o tempo em que eles estavam aqui. Acontece que eu sou muito simpático e muuiiito especial, e eles logo se apaixonaram por mim. Meu nome era Antônio, e logo virei Toni; mas toda a sobrinhada me conhecia mesmo como o “gato mais fofo do mundo”, ou “gato mais simpático do mundo”ou  “gato mais engraçado do mundo”.

O fato é que eu tenho por volta de 2 anos, sou super brincalhão, cheio de energia, adoro me enrolar no tapete, correr  e brincar. A Maryanne e o Paulo não tem certeza, e eu também não tenho como dizer, mas eu provavelmente era um gato que brincava do lado de fora durante o dia. Mas meu sono é sagrado, durmo a noite inteira, e espero, educadamente, as pessoas  acordarem pro meu  café da manhã.

Então a Maryanne e o Paulo resolveram me adotar e me levar pra California ( chique eu, não? Além de simpatico, seria um  gato com green card). Ela arrumou  todos os meus papeis,  reservou minha passagem, comprou minha caixinha, mas eu não fui.

Não sei explicar  o que aconteceu, me deu um pânico na hora de ir pro aeroporto, foi  um stress  na hora de entrar na caixinha,  todo mundo ficou nervoso, e  eu acabei rasgando um pedacinho da tela da frente da  caixa ( não comprem caixa de transporte mole na Cobasi, a qualidade é muito ruim). Aí a Maryanne e o Paulo decidiram (muito bem, por sinal) que seria um risco muito grande me levar naquela caixa meia-boca pra um viagem de 16 horas. E se eu rasgasse o resto da tela? Imaginem eu solto no Aeroporto O’Hare na hora da conexão? Aposto que eu ía ficar famoso e até sair na TV de lá. E aí eles foram e eu fiquei. Triste né?

Então, gente boa,  essa é minha história. Preciso muito de uma família, um colinho amigo pra tirar uma soneca e brincar, porque isso é o que mais gosto de fazer. Garanto que eu vou trazer muita alegrias pra vocês, e a Maryanne e o Paulo estão aí, e não me deixam mentir. Eles podem dar as melhores referências a meu respeito.

Se você quiser me conhecer, entre no link adoteumgatinho.com.br  e procure pelo Antonio, ou deixe uma mensagem aqui, que a Maryanne entra em contato com você.

Mas não demora tá? Tô com muita saudade de uma casa gostosa, e louco pra te conhecer.

Lambidas ultra carinhosas, Toni (vulgo, o gato mais simpático do mundo).

2 ideias sobre “A história do gatinho que não quis ir pra California”

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