Como é o processo de comprar e vender casas por aqui

Adoro mostrar jeitos diferentes de coisas simples que fazemos no Brasil, como por exemplo, procurar uma casa pra comprar. Fazemos isso de forma tão automática, que sempre ficamos surpresos ao saber que as coisas podem acontecer de um jeito tão inesperado em outro país.

Aqui nos EUA, se começa procurando uma corretora, essa corretora vai avaliar sua casa e sugerir melhoras pra se conseguir um preço mais alto. Essa melhoras normalmente incluem uma pintura e uma nova decoração pra casa, assim como uma super limpeza  (sim, porque ao contrário de nós brasileiros, os americanos podem ser porquinhos com a  limpeza das casas).

Tāo importante quanto a corretora, é a stager, que é a pessoa que vai decorar sua casa, com o objetivo de torna-la mais aconchegante e muito mais interessante para o possível comprador. Essas pessoas trabalham com móveis alugados ou próprios e tem o incrível poder de transformar sua casa, ou qualquer casa, numa morada de sonhos. É impressionante como eles sāo bons e conseguem mudar o ambiente com mínimos e certeiros toques.

Depois da sua casa arrumada, o próximo passo é abrir a casa para exposiçāo, ou open house, literalmente. Aqui entra a parte mais diferente; as casas sāo abertas para visitação, somente no domingo, das 2 às 4 da tarde. Sim, só isso. Entāo o que acontece é que você precisa fazer uma pré- seleçāo muito boa do que quer ver, pra conseguir tirar a maior vantagem desse tempo. Claro que se você se interessar e quiser visitar a casa em outro período, você pode fazê-lo, mas sempre acompanhada pelo corretor. Em tempos de vacas muito magras, algumas corretoras também realizam open houses às 5as feiras de manhā.

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Então, você visitou as casas, se interessou e quer fazer uma proposta de compra. Vamos dizer que o preço pedido é  $ 300 mil. Acontece que se mais gente também se interessou pela casa, começa imediatamente uma espécie de leilāo, com dois ou mais compradores disputando o imóvel lance por lance, através de propostas por escrito. Essas propostas são super sérias e, caso a sua seja aceita, é super complicado voltar atrás. É a mais pura versāo da lei de oferta e procura. E claro que o oposto também é aplicado aqui, e o comprador também pode dar um lance abaixo do preço pedido,e cabe ao vendedor aceitar ou não.

Na época da crise, as casas ficavam à venda por bastante tempo, então o esquema de open house acabava não acontecendo, pois envolve um custo pro vendedor.A grande vantagem é que as casas acabam sendo vendidas em um período menor.

Onde iríamos parar se essas regras fossem aplicadas no Brasil? Às vezes penso que até era capaz de melhorar, porque esse processo impede a especulaçāo.

Se você vai morar aqui por um tempo só, procurar casas e visitar apartamentos na sua vizinhança acaba sendo um jeito divertido de conhecer mais a cidade e o seu bairro. Afinal, nada melhor que saber onde as pessoas vivem pra entender melhor o que elas fazem e como pensam.

2 ideias sobre “Como é o processo de comprar e vender casas por aqui”

  1. Oi Lucas, que delicia receber comentarios como esse. Vou procurar comhecer o Mission Clifs. Vc ainda fez um montao de amigos aqui, nao? Um beijo e muito obrigada por comentar.

  2. Parabéns pelo blog Maryanne, não tenho uma participação muito ativa nos comentários mas acompanho o seu blog já faz quase 2 anos. Descobri ele através de pesquisas no Google sobre San Francisco, quando diante da oportunidade de um intercambio para esta maravilhosa cidade, eu queria descobrir absolutamente tudo sobre SF. E hoje, já feito o intercambio de 3 meses, eu preciso dizer que esse blog foi uma das melhores ferramentas, se não a melhor, para que eu pudesse viver essa experiência. Descobrir lugares escondidos, eventos imperdíveis, ou apenas curiosidades que todo mundo têm que saber, esse blog me permitiu conhecer SF antes mesmo da viagem começar. Sou muito grato ao seu trabalho. Já faz quase 1 ano que estou de volta ao Brasil (Rio de Janeiro), mas nunca deixo de olhar o seu blog, e a cada post novo é uma lembrança que me vem a cabeça dessa minha inesquecível viagem. California Academy of Sciences (Night Life toda quinta-feira é o melhor passeio), Golden Gate vista da Baker Beach (eu passava tardes inteiras nessa praia, matando aula com meus colegas de classe, sem contar que sempre tem um ou outro doido correndo pela praia nú em pleno inverno), Mission Cliffs (é algo como um clube de escaladas, o lugar é sensacional, eu virei cliente de carteirinha e ia toda semana sempre na 3ª feira com um amigo, vale a visita!), Union Square (eu passava pela praça todo dia de manha quando ia para escola e na volta também, já no final de Fevereiro o tempo começa a ficar melhor e é uma delícia sentar em algum canto e tomar um banho de sol no rosto, eu via vários executivos fazendo isso e resolvi fazer também: virou minha rotina). Essas são algumas das coisas que mais gostava de fazer em SF, mas a lista é infindável. Moro no Rio, maaaaaas, I left my heart in San Francisco. Por conta disso já estou planejando um retorno para esta que se tornou a minha cidade de coração.
    Espero, sinceramente, que você nunca se canse de manter esse blog, ele é uma importante ferramenta para quem vai viajar para essas terras, muito melhor inclusive que um monte de revistas de turismo. Que esse blog sempre te traga muitas alegrias e recompensas! Parabéns mais uma vez e que você tenha sucesso sempre! Avante!

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