Roteiro do Fred com dicas de casamento em Vegas

Fazia tempo que não publicava um roteiro de leitor aqui. Já contei que adoro quando recebo um? Quando vem cheio de detalhes, então. 🙂  Deixo vocês, com o Fred e a Ana, contando a viagem deles entre  São Francisco, Las Vegas, Yountville,, HW-1 e Los Angeles. Vamos começar por Las Vegas com dicas de como casar por lá.

Wynn LV ( foto minha em 2007)

Wynn Las Vegas ( foto minha em 2007)

Nosso roteiro teve 19 dias (17 noites), distribuídas da seguinte forma: quatro noites em Vegas, com direito a casamento (renovação de votos); quatro em San Francisco; duas em Yountville, no coração (ou seria estômago?) do Napa Valley; quatro na Highway 1 (slow road); e, finalmente, três em Los Angeles. Deu pra ver e curtir cada lugar, sem correria e sem a pretensão de esgotar as atrações. Muitas ficaram para uma próxima viagem.

Após o desembarque em Las Vegas, procuramos no aeroporto uma loja de operadora de telefonia local pra comprar chip de celular, já que estar conectado é conveniente pra qualquer viajante, mas essencial para os desempacotados. Como não encontramos nenhuma loja no aeroporto e só teríamos tempo pra procurar no dia seguinte, ativamos o roaming da Vivo (R$29,90 por dia). A dica aqui é ativar um só aparelho para o casal e compartilhar a conexão de internet, habilitando a opção “Acesso Pessoal” no celular.

Como o roaming funcionou muito bem e não passamos por nenhuma loja de operadora local (nem procuramos), ficamos com ele todo o tempo em Vegas. Só compramos um chip americano (da T-Mobile) em San Francisco, porque lá o roaming ficou ruim. Para o chip de operadora local vale a mesma regra, ou seja, colocar somente em um dos aparelhos do casal e pegar carona na conexão de dados com o outro. De quebra, você mantém o número do Brasil em um dos celulares.

Ficamos hospedados no Aria e gostamos muito! É um hotel moderno e estiloso, mas sem nada de temático. Já que em Vegas você vai visitar Paris, Veneza, Roma e Nova York, por que se hospedar numa dessas cidades? Melhor se manter equidistante (rss)!

Agora uma dica que serve para o Aria e provavelmente para qualquer grande hotel de Vegas: peça um quarto próximo aos elevadores, para não caminhar muito, já que os corredores de cada andar são verdadeiras pistas de atletismo.

Por falar nisso, o Aria fica um pouco recuado em relação à Strip, então tem sempre uns minutinhos de caminhada a mais em relação aos hotéis situados na beira da Las Vegas Blvd. Mas você pode economizar as pernas pegando o gratuito Aria Tram no Shopping Crystals (acesso bem ao lado do lobby do hotel) e descendo na estação do Bellagio (para a parte norte da Strip) ou do Monte Carlo (para a parte sul). Outra opção para a Strip norte, principalmente se estiver fazendo calor, é atravessar todo o Shopping Crystals e sair pelo outro lado, junto ao Cosmopolitan (se puder, já fique nele).

Não usamos transporte público em Vegas. De dia, deu pra fazer quase tudo andando. Usamos o táxi somente para alguns percursos mais longos, como a placa “Welcome to Fabulous Las Vegas”, e também de noite, para ir a shows e restaurantes. Como o Aria tem uma localização central, pagamos entre 10 a 12 dólares na maioria dos trajetos.

Do leque de opções do Cirque de Soleil, escolhemos o The Beatles Love, no Mirage, uma mistura de musical com circo, sem exageros nas acrobacias, que agrada a todas as gerações e emociona os mais antigos, fãs do quarteto de Liverpool. Compramos os ingressos no Brasil, pela Internet, com preço bem abaixo da tabela. É bom fuçar as promoções dos espetáculos residentes.

Noutra noite, ouvimos Placido Domingo cantar Granada, Besame Mucho e Perhaps Love no Colosseum do Caesars Palace. Assistir a um dos “três tenores” ao vivo foi uma grande experiência!

No item gastronomia, destaque para o menu degustação do chef Julian Serrano, no Picasso, com vista para as fontes do Bellagio. Caro – aliás, caríssimo –  mas era noite de casamento!

Outro restaurante diferenciado foi o Lakeside, no Wynn, onde jantamos assistindo às belas projeções do Lake of Dreams. Ana acertou em cheio com o Lobster Risotto, enquanto eu arrisquei um certo Wahoo, peixe de águas havaiana que, apesar da procedência (e do preço), tinha um gosto bem familiar de badejo (rsss). Nossa mesa era boa, mas tente uma melhor, na beira do lago, pra ver as projeções feitas no espelho d’água e não apenas as verticais.

Dos vários buffets espalhados pelos hotéis da cidade, escolhemos o Bacchanal, no Caesars Palace, que agradou mais pelos frutos do mar do que pelas carnes. Aliás, comida ruim em Vegas, somente a do restaurante America, no New York New York.

Visitamos hotéis temáticos e não temáticos. Os primeiros são alegóricos por fora, mas é  na ambientação interna que conseguem “transportar” a gente. Nesse particular, o campeão foi o Paris, com suas ruelas repletas de bistros e brasseries. Só me dei conta de que estava nos Estados Unidos quando vi o tamanho do Steak Frites do Mon Ami Gabi (rsss).

Já entre os hotéis não temáticos, destaque para o Cosmopolitan com seu interior pra lá de estiloso e uma vista privilegiada da Strip, da área da piscina (o acesso a essa área é restrito aos hóspedes, mas imploramos pra tirar umas fotos e a simpática moça liberou). Outro diferencial  do Cosmopolitan é que você sai do hotel e já está na Strip, pois ele não é recuado, como o Bellagio, por exemplo.

Finalmente, nosso casamento (renovação de votos) foi muito especial. Contratamos tudo previamente do Brasil, através do Cerimonial Las Vegas, que utiliza a Graceland Chapel e faz as celebrações em português. A ministra Odete conduziu a cerimônia com muita leveza e o Elvis cantou pra nós dois como se estivesse cantando pra uma multidão. Depois tivemos uma sessão de fotos divertida nas fontes do Bellagio. Pra não dizer que só falei de flores, a linda limusine branca da Graceland Wedding Chapel podia ter passado antes no lava-jato pra tirar aquele cheiro brabo de cigarro!

Recém-casados, voamos de Vegas pra San Francisco, onde começou nossa road trip pela Califórnia. Mas isso fica pra um próximo post.

Obrigada Fred. Aguardamos os próximos capítulos.

8 ideias sobre “Roteiro do Fred com dicas de casamento em Vegas”

  1. Adorei as dicas do roteiro !!! Ficar hospedada no Aria é sonho antigo, muito lindo.

    Também já ouvi recomendações excelentes desse espetáculo do Circo de Soleil, dos Beatles, todo mundo fala bem !

  2. Oi Fabiola, fique de olho na bagagem pq o limite de peso da Virgin é diferente do limite de peso internacional.Veja bem se vale a pena ficar longe em LV. Acho que perde bastante, pq tudo acontece na Strip. Só compensa se a economia for muito grande. Acho que seu roteiro está redondinho. um bj, M

  3. Olá adorei o post e me inspirei para montar meu roteiro… Viajaremos em abril e pensei em iniciar a road trip em São Francisco. Gostaria da opinião de vocês:
    Dia 1 chegada em Vegas e vôo doméstico para SFO. Gostei do valor da Virgin América.
    Ficaremos 4 noites sem carro curtindo a cidade. Hotel: White Swan Inn
    Dia 5 pegaríamos o carro e iríamos para napa conhecendo o circuito gastronômico e as vinícolas. Hotel: Wine Vally Lodge
    Dia 6 HW1 com destino a Carmel onde passaremos a 6a noite. Hotel: confort Inn
    Dia 7 HW1 com destino a San Luis Obispo.(noite 7) Hotel: best western
    Dia 8 HW1 com destino a Santa Bárbara. (Noite 8) hotel: best western plus
    Dias 9, 10 e 11 curtindo Los Angeles. Best Western Canoga Park
    Dia 12 rumo a San Diego onde passaremos a 12a noite. Hotel: Confort Inn
    Dia 13 estrada para Vegas conhecendo o museu da rota 66, o primeiro Mc Donalds.
    Chegaremos no hotel no final do dia para curtir 4 noites.
    Em um desses dias faremos um bate volta no grand canyon para conhecer a plataforma de vidro. Ah… Renovaremos os votos também. Para economizar escolhemos um hotel distante da Strip. Ficaremos no La Quinta Inn & Suítes Las.
    Após 16 noites retornaremos para o Rio saindo de Vegas.
    O carro ficará conosco todos os dias, exceto nas 4 primeiras noites em SFO.
    Alguma critica ou sugestão para melhorar e baratear nosso roteiro?
    Obrigadan
    Abs

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