Roteiro do Fred, parte 2 – São Francisco

Aqui vai a segunda parte da viagem do Fred; nesse post ele conta como foram os dias dele em São Francisco. Obrigada mais uma vez!

“Depois de quatro dias em Vegas, com direito a casamento (renovação de votos), Elvis, Limusine, Cirque du Soleil, show de Placido Domingo e outros mimos, voamos para San Francisco.

Não ficamos nem no Fisherman’s Wharf, nem nos arredores da Union Square. Subimos o morro e nos instalamos em Nob Hill. É mais ou menos como fugir do centro em Buenos Aires e se hospedar na Recoleta. Claro que a Recoleta de San Francisco tem umas ladeirinhas, mas é justamente pra isso que existe o Cable Car, não é mesmo? As três linhas do Cable Car cruzam Nob Hill.

Chegamos em nosso hotel no final da tarde e descemos até a Union Square para tomar três providências que todo turista que vem a SF deve adotar o quanto antes. Anote isso:

1ª providência – Comprar o Muni Passport pra subir e descer à vontade do Cable Car por três dias consecutivos e ainda usar outros veículos, como o ônibus e o também histórico bondinho amarelo (linha F). O Muni Pass está à venda em vários pontos. Compramos os nossos numa Pharmacy Walgreens, entre Nob Hill e Union Square.

2ª providência – Passar na loja Uniqlo (111 Powell Street) pra comprar parkas, aqueles casacos de plumas levinhos e dobráveis, à prova de vento congelante do Pacífico. Acho que custam 70 dólares. Graças a essa dica providencial do Hotel California Blog, Ana e sua parka saíram lindas em várias fotos que tiramos em Alcatraz e nos mirantes da Highway 1. Não fosse a parka, nessas horas eu ia ficar sozinho fazendo selfies!

3ª providência – Entrar na Macy’s da Union Square, subir de elevador direto até o 8º andar e comer na Cheesecake Factory!  Dizem que as filas de espera são sempre grandes, portanto ficamos felizes com os nossos quinze minutinhos. Também já estávamos avisados de que os pratos são gigantes, então compartilhamos um espaguete a carbonara (escoltado por um zinfandel tinto) e, de sobremesa, um cheesecake original. Eu preferia algum que tivesse chocolate, mas essa é a parte ruim daqueles cheesecakes tamanho XL: o casal só consegue comer um e é a esposa quem decide o sabor.

Na manhã seguinte, subimos no Cable Car em Nob Hill e descemos na Lombard Street (pegue a linha Powell-Hyde). Depois de fotos das vistas de Alcatraz e da Coit Tower, ziguezagueamos ladeira abaixo e, de lá, andamos até Ghirardelli Square, onde compramos os famosos chocolates pra presentear algumas pessoas queridas que não precisam fazer dieta.

Continuamos até o Fisherman’s Wharf e entramos na Boudin Bakery, mas não provamos a tradicional clam chowder (sopa de mariscos servida dentro do pão), porque o dia estava muito quente. Nesse mesmo dia, Ana estrearia sua parka em Alcatraz. O tempo em SF é assim mesmo!

Andamos mais um tiquinho até o Pier 39 (muito bacana) e procuramos a Crab House, imbuídos do firme e inabalável propósito de detonar um king crab. Pra acompanhar, pedimos um Mondavi “Fumê Blanc” (foi com esse nome que os americanos rebatizaram a uva Sauvignon Blanc no Vale do Napa). Ficamos ultra-orgulhosos quando chegou nosso caranguejo ultra-gigante, mas tivemos que engolir todo aquele orgulho depois que uns japoneses sentaram ao lado e fizeram seus pedidos. Como é que pode? Não fosse a hora marcada do barco que nos levaria até Alcatraz, eu teria ficado lá só pra conferir se eles conseguiram comer aquele Monte Fuji de comida! Rsss

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Depois de uma rápida travessia de barco, com bonitas vistas da Baía de San Francisco e da cidade, chegamos em Alcatraz. Na ilha, cada um percorre as instalações no seu próprio ritmo, munido de um audio-guia (em vários idiomas, inclusive português) contendo histórias da prisão e depoimentos de guardas e prisioneiros, que transportam a gente para aquele mundo.

Só não esqueça de levar sua parka! Era setembro, não tinha sequer uma nuvem no céu, dia perfeito pra uma fuga… Mas entre aquele vento gelado do Pacífico e uma cela quentinha, não sei não (rsss). Você entende perfeitamente porque eles fizeram uma prisão naquele lugar.

Começamos o dia seguinte por Chinatown, que fica a dois passos do nosso hotel (dois passos pirambeira abaixo). Era sábado e havia uma enorme feira na Grant Avenue, principal artéria do bairro, com barracas de bugingangas e comidas típicas. Visitamos a fábrica de biscoitos da sorte, a Old Saint Mary’s Cathedral e saímos de Chinatown pelo Dragon’s Gate. Ou melhor, saímos dos limites oficiais do bairro, porque a comunidade oriental está presente em toda a cidade, com impressionante quantidade deles trabalhando nos hotéis, restaurantes e lojas (a Chinatown de SF é considerada a maior fora da Asia).

Caminhamos até a Market Street, onde pegamos o ônibus 21 para ver o conjunto de casas vitorianas conhecidas como Painted Ladies, em Alamo Square. De lá fomos ao Ferry Building Marketplace, uma espécie de Ceasa de primeiro mundo, onde você encontra até empanadas, no El Porteño. Mas atenção, eles não aceitam o pagamento em pesos argentinos!

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No nosso último dia em SF, pegamos o carro pela manhã na locadora e fomos em direção à Golden Gate Bridge. Paramos nos mirantes que ficam antes e depois da ponte e tiramos trocentas fotos. Como agora estávamos motorizados, inauguramos o pau de selfie, mas desistimos rapidinho da engenhoca desajeitada e retomamos nosso habitual “take a picture, please?”.

Almoçamos na aprazível Sausalito e depois partimos para os mirantes de Marin Headland, na Conzelman Road. Nessa hora eu apanhei do GPS, pois digitei “Marin Headland” e fomos parar em um centro de recepção de visitantes, sem nenhuma vista. Superado o engano, teclei Conzelman Road e o GPS nos levou até as melhores vistas da ponte e da baía.

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No dia seguinte, cruzamos de novo a Golden Gate, deixando as ladeiras de San Francisco  para trás. Nesse momento, a lembrança da canção de Tony Bennett é inevitável: “I left my heart in San Francisco”… Mas logo começaram a aparecer na estrada as placas do Napa Valley e nossos corações de viajantes voltaram a bater forte.”

Minha internet está péssima e não consegui subir as fotos. Atualizarei o post, assim que for possível.

Só lembrando que fico muito/extra feliz quando recebo roteiros dos leitores – ajuda tanto! Quem quiser escrever, pode ter certeza que serão super bem vindos.

7 ideias sobre “Roteiro do Fred, parte 2 – São Francisco”

  1. Tenho muita vontade de conhecer San Francisco.

    Nos EUA fui apenas para Miami e Orlando, e depois de ler ambas partes desse roteiro com certeza San Francisco, assim como LA e San Diego serão meus próximos destinos de viagem !!

  2. Estou fazendo meu roteiro para a Califórnia e rindo horrores com esse roteiro aqui kkkkkkk Tenho certeza que ao chegar em alguns lugares mencionados não vou conter o riso, parabéns ao blog mega completo por dividir conosco suas histórias e compartilhas outras histórias também, isso enriquece a viagem. Abraços

  3. Olá Rafaela!
    Eu comprei os tickes no site oficial: http://www.alcatrazcruises.com
    Cada ingresso custou 30 dólares. Os ingressos são com hora marcada, ou seja, ao comprar o seu, você escolhe o horário da saída do barco de San Francisco. São várias saídas durante o dia. O retorno é livre. Depois que terminar seu passeio na ilha, feito no seu rítmo, você pega o primeiro barco disponível e retorna pra SF. Um conselho: compre logo, porque os ingressos acabam de verdade!

  4. Olá, Fred
    Estou acompanhando suas postagens e gostaria de saber como voce fez para agendar sua visita a Alcatraz. Voce comprou um daqueles tour por SF ou apenas o transporte pela Baía e entrada na ilha?
    Obrigada por compartilhar sua viagem!:)
    Mal posso esperar pela minha

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