Roteiro do Fred, parte 3 – Napa Valley

Aqui vai o relato do Fred, sobre a ida deles ao Vale de Napa. Tudo explicadinho, com várias sugestões de vinícolas em Napa. Com vocês, o Fred.

“Saímos pela manhã do nosso hotel em Nob Hill, atravessamos a Golden Gate Bridge e deixamos a bela San Francisco para trás, rumo aos vinhedos do Napa Valley.

Fizemos o primeiro pit stop em Sonoma. O painel do carro marcava 99 graus Fahrenheit, ou seja, uns 37 graus centígrados. Com aquele solão, não deu pra explorar muito a bonita Sonoma Plaza. Corremos para o The Girl & The Fig, simpático e concorrido restaurante juntinho da praça. Sentei à mesa sonhando com uma loira bem gelada, mas como eu era o designated driver, tive que me contentar com uma insossa “cerveja” sem álcool. Dá mesmo pra chamar aquilo de cerveja? Enquanto isso, Ana saboreava sua inquestionável taça de Sauvignon Blanc.

Um pouco mais adiante, paramos no belo chateau da Domaine Carneros, vinícola do grupo Tattinger, de Champagne. Pra minha surpresa, eles tinham um tal de “vinho” sem álcool, nos “sabores” Chardonnay e Pinot Noir (atente bem para as aspas). Escolhi o branco, bem geladinho, e encarei. Fiquei aliviado quando vi que o rótulo não tinha nenhuma relação com a Tattinger, afinal, quem faz aquele champagne, jamais faria uma soda! Sem se abalar com nada disso, Ana sorveu tranquilamente sua taça de espumante brut. O máximo que pude fazer foi admirar o infindável perlage!

Sente no pátio de degustação pra apreciar a vista linda da Domaine Carneros

Sente no pátio de degustação pra apreciar a vista linda da Domaine Carneros

Em seguida, entramos na cidade de Napa (aquela que dá nome ao Vale) e fizemos uma paradinha no Oxbow Public Market. Percorremos o estiloso mercado e até provamos uns azeites exóticos. Como não sou masoquista, passei reto pelos bares de vinho.

Dirigi mais quinze minutinhos até chegarmos ao Napa Valley Lodge, nosso hotel em Yountville. Nos apresentamos no check-in e, antes mesmo de completarmos aqueles formulários, ganhamos duas taças de espumante geladinho. A vida sabe recompensar os bravos!!!

Depois de descansarmos da estressante viagem (rsss), jantamos no badalado Bouchon. Longe da gente dizer que estava ruim, mas tínhamos expectativas maiores, diante da fama do lugar e da sua estrela Michelin.

Na manhã seguinte acordamos cedo pra aproveitar o dia no Vale. Eu pulei da cama primeiro, claro, afinal Ana era a motorista da rodada (rsss). Como os “trabalhos” não tinham sido abertos (apesar dos espumantes oferecidos no buffet do café da manhã), eu mesmo dirigi até o Chateau Montelena, em Calistoga. Ficamos felizes ao vermos aquela legendária propriedade, dona do Chardonnay 1973 que venceu o “Julgamento de Paris” e, ao lado de outros brancos e tintos californianos, mudou definitivamente a história do vinho em todo o mundo.

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A placa clichê onde todo mundo quer tirar foto: Você chegou ao Napa Valley 🙂

Como já tínhamos feito um wine tasting na loja do Chateau Montelena em San Francisco, rumamos para nosso tour na Hall Wines, em Santa Helena, agendado para o meio-dia. Continuei ao volante até lá, estacionei o carro e entreguei as chaves pra Ana (rsss).

O Wine Educator Alberto de Lima já nos aguardava. Ganhei uma taça de Sauvignon Blanc geladinho (Ana não ganhou, claro) e começamos o giro pela bonita propriedade, que preserva uma antiga construção em pedra, ao lado da moderna sede envidraçada, de onde se pode ver as videiras ao redor. Obras de arte postas no meio dos vinhedos completam o cenário. Com seu português lusitano, Alberto nos falou da história da Hall Wines e saciou um pouco de nossa curiosidade sobre o Napa Valley e outras regiões viníferas da Califórnia. A cereja, ou melhor, a uva do bolo foi uma degustação de três ou quatro ótimos signature Cabernets (é assim mesmo que eles se referem aos Cabernets da casa).

Praticamente em frente à Hall está a V. Sattui Winery, com seu excelente mercado italiano. Atravessamos a CA-29, escolhemos nossos sanduíches gourmet e nossos vinhos (Ana foi de “Pinot Noir” sem álcool) e sentamos lá fora, numa das disputadas mesas de picnic, junto aos vinhedos. Só não digo que estava perfeito porque ninguém merece aquela soda metida a vinho!

Mercadinho e degustação na V. Sattui

Mercadinho e degustação na V. Sattui

Depois visitamos a Beringer, uma das mais antigas e bonitas vinícolas do Vale, e terminamos a wine trip na emblemática Robert Mondavi. Ainda estavam no nosso caderninho a Opus One e a Stag’s Leap, mas não deu tempo. A maioria das vinícolas encerra as visitas às 17 horas.

Aproveitamos o resto de luz do sol pra passear na pequena Yountville e comprar uns petiscos, na Boudin Bakery, pra viagem do dia seguinte rumo à Highway 1.

Mas antes de deixarmos Yountville, tivemos um dos melhores jantares de toda a viagem, desde Vegas até Los Angeles. O nome do lugar é Bistro Jeanty. Anote aí!”

Super obrigada mais uma vez!

Veja o resto do roteiro do Fred nesses posts:

Las Vegas com casamento

São Francisco

2 ideias sobre “Roteiro do Fred, parte 3 – Napa Valley”

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