Atraso na emissão de vistos para entrada nos EUA

Ontem a mídia anunciou o problema de atraso na emissão de vistos pra entrada nos Estados Unidos. O problema é um pouco mais antigo, e vem ocorrendo desde a semana passada. Sei disso, pois almocei com uma amiga na 2a feira dessa semana, que já estava com a viagem  adiada, em função da falta de documentação. A boa notícia é que ela conseguiu o visto ontem; isto quer dizer que os processos estão em andamento, mas em quantidade bem inferior a média.

Acredito que o melhor lugar para se buscar informação a respeito é sempre na página da Embaixada Americana no Brasil, aqui vai o link deles. Abaixo segue a cópia do comunicado de hoje, 1 de agosto.

“Problemas técnicos no sistema de visto – Brasilia, 31 de julho de 2014

Nota Pública

O Departamento de Estado dos EUA continua trabalhando para restaurar totalmente o o sistema de emissão de vistos depois de um problema técnico com um dos principais bancos de dados. As seções consulares no Brasil continuam a processar e enviar vistos aprovados, mas o processo pode levar mais do que o prazo normal de 10 dias úteis. Caso seu passaporte esteja conosco e você precise viajar para outro país enquanto seu visto é emitido, envie um e-mail com seus dados para o endereço do consulado onde fez sua solicitação.

Devido a problemas com o sistema de visto, as seções consulares no Brasil reagendaram os solicitantes marcados para sexta-feira, 1º de agosto de 2014. Os solicitantes com entrevistas para esse dia já estão recebendo uma mensagem de e-mail com as seguintes informações:

Solicitantes de visto com entrevistas agendadas para amanhã, sexta-feira, 1º de agosto: Compareça à embaixada ou ao consulado no qual agendou sua entrevista no dia 13 de agosto, no mesmo horário agendado anteriormente para o dia 1º de agosto. Você não precisa ir ao Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV). Quando vier, traga uma foto 5cm x 5cm ou 5cm x 7cm. Informações sobre o formatoda foto podem ser encontradas aqui. Caso já tenha fornecido as informações biométricas no CASV, pedimos que traga a sua foto para a seção consular de qualquer forma. Outra opção é reagendar seu horário para qualquer outro dia disponível em nosso calendário utilizando as informações desse site https://usvisa-info.com/en-BR/selfservice/ss_FAQ_GSS.

Em caso de dúvida ou se precisar solicitar um horário de emergência para tirar o visto, envie um e-mail para a seção consular onde agendou sua entrevista/ Os e-mails estão logo abaixo. Se o caso for de emergência, coloque no assunto do e-mail o seguinte: “Solicitação de Agendamento de Emergência”.

Informamos que isso não afeta os agendamentos do CASV no dia 1º de agosto.

Entenda que somente emergências reais de natureza humanitária extraordinária serão consideradas para assistência excepcional.

Lamentamos qualquer incoveniente que o problema com o nosso banco de dados tem causado aos turistas brasileiros.”

A nota é assinada pela Embaixada em Brasilia e Consulados em São Paulo, Rio e Recife.

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SF Moma no Asian Art Museum

O Museu de Arte Moderna de São Francisco (SFMoma),  está fechado para uma reforma e ampliação desde 2013, como contei nesse post aqui. Enquanto isso, algumas das suas obras estão sendo expostas em outros espaços públicos, e até mesmo em outros museus. No momento 72 peças estão na exposição Gorgeous, no Asian Art Museum.

Segundo o press release, a exibição traz uma fantástica mistura de objetos, e se estende por mais de 2.200 anos, abrangendo várias noções convencionais de beleza, de diversas culturas.  Apresentando pinturas, esculturas, fotografias, objetos de design e desenhos em contextos novos e inesperados, a exposição incentiva os telespectadores a examinar suas próprias idéias sobre o que isso significa alguma coisa para ser lindo, estimulando-os a envolver os objetos de uma maneira pessoal.

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Collection SFMoma _ Foto press release

Os objetos em Gorgeous não são facilmente categorizados e,  em vez de fornecer um contraste entre “Oriente” e “Ocidente” ou com foco em séculos de debate acadêmico sobre a beleza, a exposição tem como objetivo envolver os visitantes em uma conversa sobre as reações pessoais para o que faz algo não apenas bonito, mas lindo.

Me parece muito legal. Eu vou, e vocês? É no Asian Art Museum – até 14 de setembro de 2014.

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Emporio Rulli, o café na Union Square para ver e ser visto

Precisa tomar café da manhã, almoçar ou tomar um chá no meio da tarde? O Empório Rulli serve pra tudo isso, além de estar localizado bem no meio da Union Square.. Quando eu falo meio da praça, é meio mesmo. Ao lado do rinque de patinação no inverno, entre os corações do I love SF, e em frente à Macy’s, o Empório Rulli tem um pátio ao ar livre que é  o melhor ponto de “people watching” da região.

Escolha seu café (o cappuccino deles é uma delícia), um croissant ou seu sanduíche e pegue uma mesa ao sol, e se prepare pra ver a vida dos locais e dos turistas passar por você. O croissant também é bom, assim como todas as especialidades italianas.

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Adoro sentar ali num dia de sol, por volta das 11 da manhã, e ler um pouquinho enquanto vejo as coisas acontecerem ao meu redor. Na última vez que estive lá, semanas atrás, as flores  colaboraram pra deixar o lugar ainda mais gostoso.

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Emporio Rulli Union Square – 333 Post Street

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A viagem da Amélia com crianças – parte II

Aqui vai a segunda parte do roteiro da Amélia, agora em Monterey e Carmel, e a volta por São Francisco:

“Depois, o ponto máximo da viagem para mim: Carmel. Que fofura!! Eu poderia morar lá tranquilamente. Casinhas lindas, galerias de arte, restaurantes, cafés, flores, fontes… Se não bastasse tudo isso, a praia linda, com aquelas árvores retorcidas que parecem de outro mundo, a areia clara e macia. Foi aí que terminamos o dia, felizes. Jantamos no Hog’s Breath Inn: ambiente agradável e comida gostosa.

No dia seguinte, fomos visitar o Monterey Bay Aquarium. Confesso que, depois daquele aquário belíssimo da Academy of Sciences, ficamos na dúvida se valia a pena. Mais um aquário? Será que não vamos nos decepcionar? Não será mais do mesmo? Fomos, afinal quando voltaríamos lá novamente? E valeu muito a pena. O edifício é mais antigo, a água dos tanques mais turva, mas alguns diferenciais fazem do local uma experiência única: é ainda mais voltado para crianças, com vários espaços interativos e atividades para elas; tem um polvo avermelhado e simpático que parece querer brincar com os expectadores; vários monitores prontos para dar informações sobre os animais; uma área especial para as água-vivas, de todos os tipos que se possa imaginar, e muito mais. Por acaso, era hora de um show com milhares de sardinhas que se movimentam juntas como em um balé aquático. Lindo! Em Monterey, almoçamos no Bubba Gump, super turístico, mas simpático. Falamos um pouco sobre o Forrest Gump para a Beatriz, pois há várias referências ao filme espalhadas pelo espaço, e ela ficou curiosa. As meninas adoraram que a comida delas veio dentro de um barquinho de papel, com gelatina para a sobremesa.

No aquário de Monterey. Foto: Amélia Alsina

No aquário de Monterey. Foto: Amélia Alsina

À tarde, passeamos de carro para ver as vistas deslumbrantes do Big Sur. O céu abriu bem nessa hora, como um prêmio, mas, por confusão minha, não percorremos a 17 Miles Drive. Fica para a próxima… No final da tarde, marido e filhas ficaram no hotel, cansados das andanças, e eu fui, sozinha, explorar aquelas ruazinhas lindas uma a uma; e principalmente fui à procura das fairy cottages, construídas por Hugh Comstock’s. Não sossegaria enquanto não as visse de perto. Imperdível! São várias, e há mapas com o percurso para encontrá-las. Como esqueci de imprimir o mapa e fiquei com um certo medo de andar sozinha por essa parte menos movimentada da cidade, encontrei apenas as duas principais. Tão lindas, bem cuidadas e cheias de detalhes delicados espalhados pelos jardins ao redor: casinhas de pássaros, fontezinhas, flores, penduricalhos. Uma verdadeira viagem aos contos de fadas de que eu, perto dos 40 anos, me dei o direito de desfrutar sozinha, sem as crianças. Ficamos hospedados no Best Western Carmel Town House Lodge: quarto super apertado, café da manhã muito fraco, em um espaço super apertado. Não recomendo, principalmente com crianças!

As fairy cottages e Carmel Beach - Foto: Amélia Alsina

As fairy cottages e Carmel Beach – Foto: Amélia Alsina

No dia seguinte pela manhã, voltamos para São Francisco, pois meu marido queria passar o aniversário dele lá. Fomos direto para o Ferry Building. Andamos pelo pier, pelas lojinhas gourmet e pela feirinha que funciona lá mesmo aos finais de semana. Almoçamos no The Slanted Door, onde comi um camarão delicioso! Depois, fomos para o W hotel, que, apesar de super moderninho, nos decepcionou um pouco – as camas são super apertadas, não tem café da manhã, fizeram a maior confusão com os cartões de crédito na hora do check in. Achamos que nada mais era do que aparência. Uma coisa é verdade: fica super bem localizado, bem em frente ao Yerba Buena Gardens, um a praça pequena, super charmosa, com vários museus ao redor. Tem o Children’s Creativity Museum, mas não deu tempo de ir (acho que as meninas iriam gostar). Observamos que tinha bastante morador de rua nessa área… Como era um dia especial, jantamos no Quince: muito elegante, serviço eficiente e correto e a comida gostosa e bem elaborada. Para isso, contamos com a ajuda de uma baby-sitter brasileira, a Telva, que fez toda a diferença. Ela foi indicada por um colega de trabalho do meu marido que mora na cidade, a recomendou bastante e realmente funcionou: ela foi super querida e profissional, chegou no horário combinado e tomou a iniciativa de mandar mensagem avisando que as meninas já tinham dormido. Aliás, destaco a atenção dada à crianças em toda a viagem. Quase todos os restaurantes ofereciam kids menu, e os que não tinham não hesitavam em preparar algo mais simples para elas. Em Sonoma e em Carmel, quase todos deixavam giz de cera sobre a mesa para as crianças desenharem na própria toalha de papel; ofereciam também copos de plástico, com tampa e canudinho, alguns coloridinhos. O do Bubba Gump, cheio de peixinhos… Pequenos detalhes que fazem a diferença!

Nosso voo de volta era por volta das quatro da tarde, então, de manhã, deixamos o hotel e ainda visitamos a Legion of Honor. O museu, com um campo de golfe verdinho e bem cuidado atrás e vistas lindas para o mar e a Golden Gate (nesse dia, escondida pelo fog), tem várias esculturas de Rodin, quadros de Monet e porcelanas maravilhosas. Ainda visitamos uma exposição temporária com obras dos mais importantes pintores impressionistas e, na sala ao lado, obras de Matisse, que eu adoro! Com a agitação das crianças, ficou difícil de explorar em detalhes toda aquela riqueza. Ficamos com gostinho de quero-mais (dava pra ficar o dia todo lá observando tudo mais atentamente, lendo, aprendendo), mas vida de pai e mãe é assim mesmo. É um processo; abrimos mão de visitar como queremos agora para depois, com o tempo, elas aprenderem a visitar os museus mais tradicionais da maneira delas. Passeamos ao redor, por aquela paisagem verde, viva, e fomos para o aeroporto, onde entregamos o carro e pegamos o avião de volta.

Agora cá estamos, de volta à nossa casa, no calor abafado do verão de Nova Iorque, ainda cansados e com o fuso revirado, mas renovados e já com saudades da Califónia, esse lugar tão especial, peculiar e eclético dos Estados Unidos. Tanto ficou por ver… Garantia de que queremos voltar um dia!”

Super obrigada pelo relato Amélia. Tenho certeza que as mamães vão amar! O nome da baby sitter é  Telva e o telefone é (415) 823-8771(415) 823-8771

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A viagem da Amélia com crianças – parte I

Mais uma leitora que me manda um relato maravilhoso sobre sua viagem: e dessa vez, com informações super detalhadas de programas e passeios com crianças. A viagem deles foi de somente 6 dias, mas que eles souberam aproveitar como ninguém. O relato ficou tão rico, que dividi o post em duas partes. Mais uma vez fico super feliz por poder compartilhar esses relatos com vocês. Aí vai:

“Estivemos em São Francisco pela primeira vez em março ou fevereiro de 2007. Nessa época, éramos apenas eu eu meu marido, morávamos em Montreal e fomos presenteados com três dias lindos – ensolarados, quentes e coloridos, tudo de que precisávamos, sofridos com os habituais 30 graus negativos do inverno canadense. Dessa vez foi diferente: fomos do início do verão, saindo de Nova Iorque (onde moramos atualmente), a primavera ainda latente e, na bagagem, duas menininhas adoráveis de sete e três anos, a Beatriz e a Priscila, que influenciaram todo o trajeto. Encontramos, em pleno verão, uma São Francisco cinza e gelada, que trouxe um novo olhar sobre a cidade, nem por isso menos encantador. Exploramos também algumas regiões ao redor, tudo condensado em seis dias. É essa experiência que eu gostaria de compartilhar neste diário de viagem.

Chegamos a São Francisco numa segunda-feira pela hora do almoço e devo dizer que não aproveitamos muito esse dia. As seis horas de viagem diurna e as três horas de fuso (além de termos acordado super cedo para viajar) nos deixaram exaustos e só tivemos ânimo para andar um pouco pelo Fisherman’s Wharf, onde ficamos hospedados, almoçar num daqueles restaurantes super turísticos (não me lembro o nome) e voltar correndo para o hotel, morrendo de cansaço e de frio.

O hotel, Marriott Cortyard, foi correto, o quarto espaçoso, apesar de o hall de entrada estar sempre repleto de moscas e de o café da manhã, pago à parte, ser bem fraco (em qualidade, pois foi bem farto). No segundo dia, preferimos tomar o breakfast no charmoso Black Point, que fica a duas ruas do hotel, ao lado da Ghirardelli Square. Tanto o croissant quanto os ovos mexidos estavam deliciosos. Da nossa mesa, vista linda para o mar!

Não nos preparamos o suficiente para o vento frio. Ok! O Hotel Califórnia e vários outros blogs de viagem tinham nos alertado para trazer um casaco, pois a cidade não tem estações definidas e pode fazer um certo frio o ano todo, com fog e vento gelado, mas acho que fiquei influenciada pelo clima maravilhoso que pegamos sete anos atrás e até trouxe uns casaquinhos, mas não quentes o suficiente. Segurei as pontas para não ter de comprar os lindos casacos das lojas de turistas (Por que será todas estão abarrotadas deles?!). Passei frio, mas não paguei esse mico…

No dia seguinte, descansados e renovados, fomos para o Golden Gate Park, a começar pela California Academy of Sciences. De-mais!! As meninas amaram e nós também. Experimentamos a Shake House, uma casa em que se simula o movimento de um terremoto, e ficamos impressionados com as fotos da destruição causada pelo abalo que ocorreu na cidade em 1906. Pensei que a Priscila fosse se assustar, mas morreu de rir quando tudo começou a chacoalhar. A Rainforests of the World é muito interessante e bonita, principalmente pelas borboletas que ficam voando livremente por lá. Parece que querem interagir com as pessoas e, se você ficar bem quietinho, elas pousam em você. O ascensorista instrui: “Apenas se certifique de que, na volta, você não traga nenhuma borboleta para dentro do elevador”. Maravilhoso!!! E o aquário? Que coisa mais linda!! Os peixes que vemos de cima na Rainforest, vemos por baixo no aquário. As crianças puderam tocar estrelas do mar e conchas de diferentes texturas. Depois de inúmeros tanques pequenos e espécies as mais diversas, uma surpresa: o enorme tanque com milhares de peixes menores, de todas as cores imagináveis e inimagináveis. Nos sentamos nos degraus dispostos bem na frente e ficamos quase uma hora a admirar aquele calmante natural. Por sorte, era justamente a hora de os peixes serem alimentados, então um mergulhador entrou no tanque e interagiu com o apresentador e com o público, respondendo a peguntas. Sim, ele usa um microfone especial e conseguimos ouvi-lo. Entre todos esses polos de atrações, há lagos com arraias e tubarões bebês, que não cansamos de apreciar.

Foto: Amélia Alsina

Foto: Amalia Alsina

Almoçamos lá mesmo, em um café com várias opções de lanches rápidos e muitas mesas para sentar em família. Depois atravessamos a rua e fomos para o Japanese Tea Garden. A essa altura, a Priscila estava dormindo o soninho do dia, uma pena!, mas a Beatriz curtiu muito observar aquelas construções vermelhas que lhe lembraram o filme da Mulan e andar pelos caminhos sinuosos, atravessar as pequenas pontes em arco sobre os lagos com carpas, ouvir e observar as quedas d’água correndo pelas pedras cuidadosamente dispostas. Ela, com apenas sete anos, definiu perfeitamente o lugar, dizendo: “It’s so peaceful…”.

Na quarta, seguimos rumo ao Sonoma Valley. Outro clima, em todos os sentidos: tempo aberto, sol, calor até. Fomos a uma cidade chamada Sebastopol para conhecer o The Barlow, um espaço com uma série de galpões nos quais funcionam galerias de arte, cafés, lojas gourmet e de vinho. Na verdade, ao chegarmos lá, descobrimos que por enquanto está mais para um projeto; há muitas lojas ainda por abrir. Mas foi agradável. As meninas gostaram particularmente de uma loja de brinquedos educativos chamada Circle of Hands e de ver os morangos plantados nos canteiros, junto às flores.

De lá seguimos para Sonoma. Que cidade mais simpática! Almoçamos no The Girl and the Fig, andamos pela Plaza, entramos em vários daqueles pátios com fontes e lojinhas lindas e fomos correndo para a Sonoma Traintown Railroad antes que fechasse às cinco da tarde. Trata-se de um parque de diversões, com roda-gigante e carrossel e uma exposição de minilocomotivas. Uma graça! A principal atração é um trenzinho que nos leva pra dentro da mata, com lagos, pontes, bichinhos e bonecos cuidadosamente dispostos pelo caminho, para os quais o maquinista acena, nos levando para o mundo da imaginação. O passeio inclui uma parada em uma cidade em miniatura, com escola, prisão, igreja, estação, tudo pequenininho. Pode-se também alimentar os animais, usando moedas de 25 cents para retirar a ração. Beatriz exclamou: “This is awesome!”. Mais um detalhe sobre a cidade de Sonoma: todos paravam os carros para nós, pedestres, passarmos, independente de ser na faixa de pedestres ou não. Todos! Nunca vi isso em nenhum outro lugar do mundo. Parar na faixa, tudo bem. Vivi em Brasília durante anos, uma das poucas cidades brasileiras em que se respeita a faixa de pedestres, mas nunca tinha visto nada igual. Será que era porque estávamos com crianças? Mais um ponto para Sonoma! Ficamos no hotel Best Western Sonoma Valley Inn, com quarto amplo, com uma pequena varanda privativa que dava para a piscina. Bem na saída dos quartos para o estacionamento, há uma parede com vários murais coloridos, de artistas da cidade, representando cenas da cidade. Isso deu um charme especial ao local! As meninas adoraram o colorido intenso! O ponto negativo vai para o café da manhã, incluído na diária: horrível!

Foto: Amélia Alsina

Foto: Amalia Alsina

Na manhã seguinte, partimos para Santa Cruz Mountains, para visitar a vinícola Ridge, que meu marido, apreciador de vinhos, escolheu a dedo. Essa fica bem no alto da montanha, acessível por aquelas estradinhas que vão se enrolando na encosta. Dois veadinhos cruzaram a estrada enquanto subíamos (Pena que, quando diminuímos a velocidade para apreciar mais atentamente, um motorista apressado nos ultrapassou barulhenta e impacientemente, assustando os bichinhos). A ideia era que, enquanto ele participasse da degustação, eu e as meninas ficássemos passeando pela propriedade, que é muito bonita, com vistas fenomenais. Mas, chegando lá, meu digníssimo marido fez uma revelação: “Eu não quis falar antes porque você não ia querer vir, mas aqui tem muita cobra!” O lugar é cheio de placas avisando: “Beware of rattlesnakes”. Nem preciso dizer que eu, que tenho muito medo desse bichinho rastejante, fiquei com as meninas quietinha no espaço reservado para piquenique, com pânico de sair explorando o belíssimo lugar. Trouxemos pães, queijos, mel e presunto (do Whole Foods de Sonoma)e comemos naquele lugar inspirador, eu e meu marido degustando o vinho da casa. O espaço é aberto ao público, muitas pessoas sobem até lá apenas para fazer piquenique e apreciar a vista, mas, se for tomar bebida alcoólica, só o vinho da casa.”

No próximo post, tem Carmel e Monterey com as crianças.

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