Tudo o que você precisa saber pra comprar vinho durante uma viagem

O Cristian fez uma pergunta sobre transporte de vinhos na caixa de comentários e o PêEsse deu uma resposta tão boa, tão completa, tão instrutiva, que não tinha como virar post; obrigadíssima PêEsse. Deixo aqui então as dicas pra quem gosta de comprar durante uma viagem.

Não deixe de ler se você vem pra Napa, Sonoma, Santa Ynez, ou qualquer um dos maravilhosos vales produtores de vinho da California.

Dicas para comprar vinho durante uma viagem

“Maryanne e Cristian, sempre que viajo para destinos em países produtores, eu trago vinhos. Além de se encontrar vinhos diferentes, que não chegam no mercado brasileiro, os preços sempre são muito mais baratos que no Brasil. Vale a pena demais.

Bagagem de mão

Não trago os vinhos como bagagem de mão. As garrafas são pesadas e sempre há a chance de alguma autoridade aeroportuária ou mesmo alguma companhia aérea reclamar. Afora isso, posso querer comprar alguma coisa no duty free e não é bom já estar carregando peso.

Trago sempre garrafas em número múltiplo de seis. Normalmente algo entre doze e 24 garrafas, a depender do destino e do limite de bagagem. Nas viagens para os EUA e Europa, nunca trago menos de 24 garrafas, já que, como viajo acompanhado, tenho direito a quatro volumes de 32 kg cada. Nas viagens para a América do Sul, como o limite é de escassos 23 kg, costumo trazer apenas doze garrafas.

Arrumação

Tenho duas formas de despachar os vinhos. A primeira, mais trabalhosa, é arrumar as garrafas no meio da mala normal de roupas. É mais recomendada para até doze garrafas (mas já cheguei a trazer quinze em uma só mala). Procuro proteger/amortecer as extremidades e as faces internas da mala com roupas e no meio (isto é, no “miolo”) eu disponho as garrafas. Assim, se a mala sofrer algum impacto embaixo, em cima ou dos lados esse impacto é amortecido pelas roupas.

Sacos plástico-bolha

Tenho vários sacos feitos de plástico bolha especialmente destinados para envolver garrafas, que ganhei em uma compra grande que fiz no Chile. Então, quando viajo na intenção de comprar vinhos (quase sempre), já levo de casa. São leves e protegem bastante. Quando eu não tinha esses saquinhos eu comprava plástico bolha em papelarias e levava comigo (em breve vou voltar a levar, porque muitas bolhas dos saquinhos estão estourando e a proteção está se reduzindo aos poucos).

Antes de pôr as garrafas no meio da mala, envolvo-as com esse plástico bolha. Mesmo tendo levado plástico bolha comigo, sempre pergunto na loja se eles têm algo para proteger (“bubble paper”, nas lojas dos EUA). Eles oferecem para vender uma embalagem feita de isopor mas eu recuso porque ocupa um espaço bem maior. Aí eles sempre terminam conseguindo alguma coisa para envolver a garrafa (um plástico ou papel qualquer), o que reforça a proteção. Ou então me dão uma caixa individual para o vinho (para uma garrafa apenas), feita de papelão.

Acondicionar bem

Tão importante quanto acondicionar bem os vinhos no meio da mala é deixá-los sem movimentação, ou seja, sem possibilidade de que eles se choquem uns com os outros. As garrafas podem até viajar encostadas uma nas outras, principalmente se estiverem protegidas com plástico bolha, mas o que não pode é haver espaço para que elas se choquem, porque aí as chances de quebrar são grandes.

Se você tiver recebido alguma caixa individual para o vinho (para uma garrafa apenas), feita de papelão, retire a garrafa, proteja-a com o plástico bolha, ponha-a de volta na caixa individual e depois ponha a caixa na mala. Proteção reforçada.

Despachar o vinho em caixas

O método mais simples é despachar o vinho em caixas. Há caixas de seis e de doze garrafas. Você pode pedir uma caixa usada na loja onde comprar vinhos, mesmo se não pretender comprar todas as garrafas em uma mesma loja. Diga que vai despachar as garrafas. Nos EUA eles vão estranhar, vão sugerir que você use o FEDEX ou a UPS. Agradeça e peça uma caixa forte. Há umas feitas com um papelão bem melhor, mais robusto, mais duro.

No quarto do hotel, é só envolver as garrafas no plástico bolha, devolvê-las para a caixa (que normalmente tem separadores, ou seja, as garrafas não ficam em contato entre si) e transportá-las. Se você tiver recebido uma caixa individual para o vinho (para uma garrafa apenas), feita de papelão, retire a garrafa, proteja-a com o plástico bolha, ponha-a de volta na caixa individual e depois ponha essa caixa individual dentro da caixa de papelão.

Cabe direitinho e a proteção é ainda maior. Já se você tiver conseguido uma caixa para seis garrafas mas pretender trazer doze, basta conseguir outra caixa para seis garrafas, proceder da mesma maneira com as garrafas (envolvê-las no plástico bolha etc.) e depois, com uma fita adesiva, juntar as duas caixas para seis garrafas, formando um só volume. Formar um só volume é importante para fins de companhia aérea.

Duas caixas para seis garrafas, mesmo sendo mais leves isoladamente, contam como dois volumes, enquanto duas caixas para seis garrafas unidas por fita adesiva, mesmo formando um volume mais pesado (doze garrafas ao todo), conta como um volume só. Na média, depois de protegidas, dentro da caixa etc. cada garrafa fica pesando 1,5 kg, ou seja, uma caixa de dez garrafas fica pesando algo em torno de dez quilos e uma de doze garrafas por volta de dezoito quilos. Com a experiência, você vai inclusive aprender a fazer uma alça na caixa, para transportá-la melhor.

Dá para fazer uma mistura das coisas. Por exemplo, despachar uma caixa com seis garrafas e pôr duas na mala.

Quando comprar vinhos

Eu procuro comprar vinhos no fim do dia, antes de voltar para o hotel. Assim não preciso ficar carregando a tralha (garrafas, caixas etc.) durante os passeios. Nem sempre compro tudo em uma mesma loja. Usualmente compro duas garrafas em um lugar, quatro em outro etc. até ter conseguido o que queria (que nem sempre acho em um só lugar). Isso ocorre também quando estou em uma região vinícola (em Napa e no Vale de Santa Ynez, em Santa Barbara, foi desse jeito).

Em uma visita você compra dois rótulos, em outra só um, às vezes não compra nada e assim por diante. No hotel é que faço a embalagem final. Em NYC, é possível, inclusive, comprar pela Internet e pedir para entregar no hotel. Se você já souber o quer, é o ideal, porque economiza tempo. Mas sempre procuro ir em uma, duas lojas, tentar garimpar alguma coisa, descobrir uma novidade etc.

Proteção de bagagem

Nas viagens em que trago vinho, costumo usar aqueles serviços de proteção de bagagem que a maioria dos aeroportos disponibiliza. Na mala, se os vinhos estiverem dentro dela, ou na caixa. Com isso, os vinhos ficam protegidos em si (cada uma das garrafas, com o plástico bolha) e também a mala ou a caixa ficam mais seguras. Além disso, sempre peço à companhia aérea para pôr a etiqueta de frágil na mala ou na caixa. Não sei se adianta muito, mas peço.

Se vale a pena todo esse trabalho? Primeiro que nem é tanto trabalho assim, depois que você se acostuma. Arrumar mala em viagem com compras de eletrônicos dá bem mais trabalho, para não quebrarem. E, no meu caso específico, vale até demais.

Costumo trazer vinhos que no Brasil seriam caros ou difíceis, ou seja, não trago nada que compraria aqui por até R$ 100. Procuro trazer vinhos que aqui custariam mais de R$ 300 (e que, em viagem, custam no máximo metade disso, sendo que, dependendo do país, o preço pode ser 1/3 do preço no Brasil) ou que, mesmo custando menos, não são encontrados aqui (pequenos produtores, safras especiais etc.).

Espero ter ajudado. Qualquer coisa, às ordens.”

32 ideias sobre “Tudo o que você precisa saber pra comprar vinho durante uma viagem”

  1. Oi Ana, tenho a impressao que se vc mandar pro Brasil por carga, vc tera que pagar todos os impostos e nao vai valer a pena. bj, M

  2. Li sobre como embalar os vinhos valeu pelas dicas, mas em relação a despachar a caixa de vinhos e com o limite de 20kg da Aerolineas, vc saberia dizer que se há alguma opção de mandar para o Brasil por alguma empresa de cargas?? Pois a Aerolineas cobra UDS 8 por kg de excesso, obrigada. Ana

  3. Oi Sergio, este post e comentarios reune todas as informacoes de vinho que tenho sobre a California. Espero que vc encontre dicas boas aqui.

  4. olá livia tudo bem.

    eu escrevo do brasil – ribeirão preto – sp.

    vc. poderia me dizer, se souber de alguma grande loja de vinhos que fica na califoirnia. pode me dizer uma ou mais. caso possa me enviar essa resposta via email, eu agradeceria muito

    muito obrigado

    sergio

  5. Maryanne, acho que o http://www.napamapa.com/default.aspx merece uma divulgação. O enoviajante pode escolher as vinícolas que quer visitar pelo preço dos vinhos (pode evitar vinícolas que só venda vinhos caros, por exemplo), pela região (Napa, Sonoma, Mendocino), pelo tipo de uva dos vinhos produzidos (um dia só regado a zinfandel, por exemplo) etc. Depois de feitas as escolhas, o site monta um mapinha bem bacana. Se o enoviajante não tiver nem noção do quer, há mapas com opções pré-definidas (“Classic Napa”, “Best of Sonoma” etc.). É de graça.

  6. Sobre isso de preço, existem duas possibilidades. No primeiro caso, a vinícola não quer concorrer com a loja, para não correr o risco de quebrar quem ajuda a vender seus vinhos. Normalmente acontece em lugares nos quais as vinícolas ficam próximas às lojas. Mendoza, por exemplo. Na segunda hipótese, a vinícola vende mais barato que na loja (às vezes bem mais barato). As vinícolas de regiões mais distantes das lojas costumam fazer isso, acho que para atrair mais visitantes. No Valle de Colchagua, no Chile, os preços nas vinícolas são sensivelmente menores.

    Nos EUA, tanto em Napa e Sonoma quanto em Santa Ynez eu comprei vinhos nas próprias vinícolas menos por uma questão de preço e mais para garantir que eu realmente traria para casa aquele vinho que tinha acabado de degustar. Aliás, eu ficava morrendo de inveja dos americanos que podiam encher seus carros com caixas de um mesmo vinho, aproveitando os preços melhores oferecidos para quem compra em quantidade.

    Clara, eu fui em muitas vinícolas. Devo ter isso anotado em algum lugar, mas não tenho agora comigo. Mas me recordo de ter sido muito bem atendido na http://www.vincentarroyo.com/ (em Napa) e http://www.kalyrawinery.com/ (em Santa Ynez). São vinícolas pequenas (para os padrões americanos) e os vinhos são muito bons. Ah, também fiz a visita guiada pela http://www.robertmondavi.com/rmw/ , menos pelos vinhos e mais para conhecer a vinícola daquele que talvez tenha sido o maior empresário do mundo do vinho americano.

    Maryanne, a dica do pinot noir se aplica não só aos do Oregon, mas a todos os pinots de uma maneira geral. A imensa maioria dos pinots são para serem consumidos bem jovens. Quando não se tem uma recomendação confiável a respeito de um rótulo ou de uma safra que suporta uma guarda maior, o melhor é optar por pinots de safras mais recentes. Mas é uma regra que admite exceções. Aqui e ali se acha pinots que permitem uma guarda maior.

    Termino com uma advertência: em matéria de vinhos, eu sou apenas um curioso. Leio um pouco, bebo sempre que posso e assim la nave va. Tomem minhas dicas com cuidado 🙂

  7. Ė mesmo, Maryanne? Então seria bom eu comprar num supermercado mesmo, em São Francisco. Alguma dica próximo a Nob Hill(lembrando que estarei de carro)?

  8. Oi Clara e PeEsse, estive nas vinicolas em Napa semana passada e els mesmo disseram que nao vendem mais barato que os supermercados. Nao sei se o PeEsse achou isso tb.

  9. Oi, PêEsse, como você falou que se tivesse uma pergunta mais específica para fazer me lembrei de uma, aliás duas: os preços dos vinhos nas vinícolas não seriam mais baratos que no supermercado? Outra pergunta: você recomenda alguma vinícola especial(que você tenha visitado) na região de Santa Ynez ou Sonoma?

  10. Maryanne, obrigadíssima por convidar o PêEsse para dar toda essa orientação maravilhosa sobre vinhos aqui.

    Não sei se poderia interessar a você ou ao PêEsse, que gosta tanto e conhece bem vinhos, mas li uma reportagem que achei fascinante. Não é o que vou fazer(não me acho preparada) mas pode ser de interesse de alguém que venha a ler. Eu vou fazer um passeio de carro mesmo, simplesinho e básico mesmo. Mas fica aqui uma contribuição.

    http://viagem.uol.com.br/ultnot/2011/08/07/wiking-e-mistura-de-caminhada-e-degustacao-de-vinhos-no-oregon.jhtm

  11. PêEsse! Nossa, muito obrigada pela gentileza de esclarecer vários pontos e também me orientar da melhor maneira possível. Como você percebe, sou uma iniciante mesmo, mas acho vinho uma bebida que dá muito prazer em tomar e ir apreciando. Vou anotar tudinho e ir guardando na memória também – já tentando aprender.

    Alguns hotéis que vou na California oferecem uma pequena degustação de vinho à tarde, inclusive na noite que passarei em Santa Ynes, mas não estou contando muito que nesse tipo de gentileza do hotel, vá aparecer alguma coisa tão boa. Então pretendo visitar vinícolas diretamente, num passeio agradável. Vou procurar tomar nota(para mim mesma) dos vinhos que experimentarei na viagem.

    Muito obrigada novamente, PêEsse, porque você tocou em vários pontos de interesse, para pessoas, que como eu, gostam, mas não entendem(ainda) de vinhos, e por outro lado querem informação para uma experimentação mais informada.

    Grande abraço,

    Clara

  12. Ou PeEsse, obrigada pel força, vc chama isso de ” basico”? Aprendi nesse seu comentario basico uma coisa que eu nao sabia; vou prestar atencao na safra de pinot noir do Oregon que eu adoro.
    Sper thanks, bj

  13. Clara, é difícil indicar que vinho tomar especificamente. Depende muito da ocasião, de quanto você está disposta a gastar, enfim, de suas pretensões. Além disso, nem sempre você encontra nas lojas ou restaurantes os vinhos que lhe sugerem. E aí aquilo de ficar perguntando ao vendedor ou ao garçom por uma lista de vinhos se torna cansativo e desagradável. Por isso, vou fazer apenas algumas considerações gerais, só para contextualizá-la um pouco e para tentar ajudá-la a caminhar sozinha na hora da escolha.

    A Califórnia produz os melhores vinhos americanos. No entanto, isso não quer dizer que todo vinho californiano é bom. Há muita tranqueira sendo vendida por aí. Para reduzir as chances de errar, procure se ater aos vinhos produzidos nas regiões de Napa, Sonoma e Santa Ynes/Santa Barbara. Há vinhos de outras regiões, mas aí precisa entender um pouco mais para não comprar gato por lebre. Como você ainda está começando nesse mundo apaixonante, acho que já dá para você se divertir bem com os vinhos de Napa, Sonoma e Santa Ynes/Santa Barbara.

    Falando em comprar, os vinhos americanos, e os californianos em especial, são caros. Os vinhos americanos tem mercado certo, já que os próprios americanos os consomem. Então eles não precisam se preocupar muito com preço porque é quase certeza que o vinho será vendido. Muitas vezes vezes um vinho chileno, italiano ou sul africano top é vendido nos EUA mais barato do que um vinho americano apenas mediano.

    Como em quase todo lugar do mundo, também nos EUA os vinhos em restaurante são em média 50% mais caros do que na loja. Ou seja: um vinho de US$ 30 na loja vai custar entre US$ 45 e US$ 50 no restaurante. Esteja preparada para isso.

    Também para reduzir as chances de errar, opte nos tintos por cabernet sauvignon e zinfandel (uma uva de origem italiana que alguns americanos dizem que é de lá, mas não é) e nos brancos por chardonnay. São muito bons.

    A respeito dos vinhos que você pensa em trazer, há basicamente duas estratégias. Se você pensa em beber os vinhos logo, em no máximo um ano, não invista em vinhos caros. Traga vinhos medianos e você será bem feliz. Já se você pretender guardar os vinhos por algum tempo, invista em vinhos melhores, normalmente mais caros.

    A guarda de vinhos é algo que precisa ser pensado. É preciso um lugar minimamente apropriado (uma adega climatizada é o ideal, mas às vezes, com algum cuidado e esforço, até um armário escuro e longe do sol serve). Além disso, é preciso escolher um vinho que possa ser guardado. Se você guardar um vinho que não precisava, corre o risco de, quando for bebê-lo, ele estar sem sabor, sem vida, sem estrutura. Um vinho que é para ser bebido em no máximo três anos estará bem ruinzinho se for bebido com seis. E os vinhos americanos normalmente são para consumo imediato, com uma guarda mínima, de dois, três anos, no máximo. Exceto, claro, os vinhos top.

    Isso vale para os tintos. Para os brancos aplique a regra do quanto mais jovem melhor. Se você já conseguir comprar chardonnays 2011, ótimo. Essa regra não é absoluta, mas reduz suas chances de erro. Compre os brancos mais novos (essa regra também vale para os pinots noir do Oregon, se você resolver pedir/comprar algum).

    A http://www.totalwine.com/ tem lojas espalhadas por todo o país. O variedade dela é enorme. Mas se você pretender trazer menos de dez garrafas de vinhos de simples a medianos nem precisa ir em loja. Os bons supermercados vendem bons vinhos por preços justos.

    Bom, escrevi aqui só umas considerações gerais. Se você quiser algo mais específico ou detalhado, é só perguntar.

    Boa viagem. Você vai comer e beber muito bem na Califórnia, esse estado norte-americano absolutamente encantador.

  14. Clara, os vinhos do Oregon estao ficando otimos, os pinots sao quase tao bons qto os daqui. Vamos esperar pelas dicas do PeEsse, espero que ele te ajude. Bj

  15. Oi, Maryanne, obrigada pelas dicas. Concordo com o lance do armazenamento, o meu pai então cansou de estragar vinhos importados e champãs porque gostava de guardar, tinha um local, mas não era apropriado. De chorar! Por isso prefiro trazer algumas garrafas apenas e consumir relativamente rápido(ainda mais no Rio, né?).

    Também estou levando em consideração um vinho do Oregon que você indicou pois esticarei a minha viagem, e se tudo der certo, também vou visitar o Willamette Valley e umas vinícolas por lá. Falando assim, nem pareço a enoignorante que sou(o termo é do Riq), mas para mim, isso é motivo de passeio para uma coisa diferente em lugares bonitos(e o Oregon está repleto deles, poucos sabem).

  16. Oi Clara, obrigada pelo feedback do blog, eu já tinha notado isso e anotado pra mudar. Notei que algumas categorias simplesmente sumiram! Vou arrumar.
    Eu nem tomava muito vinho antes de vir pra California, porem morando aqui, descobri que vc toma vinho ou vc toma vinho; nao existem alternativas. Entao, sem nada cientifico, fui atras de um tipo de vinho que agradasse meu paladar. Descobri que adoro Pinot Noir e hoje peço Pinot 90% das vezes que bebo vinho. Mas, de novo, com um minimo conhecimento tecnico.
    Napa Valley ficou super famoso por causa dos Cabernets, que,segundo entendidos, sao tao bons qto os franceses. Tenho a impressao que no sul da CA os Merlots sao melhores, mas nao tenho certeza.
    Porem sinto, que já fiquei metida o suficiente pra ser super chata com vinho no Brasil, pq ninguem guarda o vinho na temperatura correta! Nao adianta comprar vinho bom aqui, ou na Europa, e armazenar em temperatura ambiente ou na geladeira.
    Pedi pro PeEsse entrar aqui no blog pra responder suas duvidas, tenho certeza que ele vai vir aqui te dar uma maozinha mais tecnica. Bj

  17. Oi, Maryanne, eu aqui de novo, viagem se aproximando. O layout do blog ficou bem bonito, mas tive uma certa dificuldade porque antes olhava cada tópico à esquerda, e agora, não achei. Então fui em “search” para buscar de maneira genérica: vinhos californianos.

    O que me interessa é simples(creio): passarei 8 dias na California, e gostaria de saber que vinhos razoáveis a bons o pessoal(você inclusive, é logico) costumam tomar no jantar. Visitarei Santa Ynez, dormindo em Solvang, e se tudo der certo fazer uma visita(bate-volta) a Sonoma ou Napa. Por estar com o meu filho ano passado que não tinha(e ainda não tem) idade de beber, meio que vacilei com os vinhos, mas também acho muito chato beber sozinha. Desta vez, com meu marido, poderei aproveitar um pouco mais. E também tem que viajo de São Francisco para o Rio, então quero ver se consigo trazer uns vinhos que valham a pena.

    Se você ou alguém puder me ajudar a escolher um vinho decente – não precisa ser O melhor, porque sinceramente não sou enóloga, mas aproveito viagens para saborear um vinho da terra. O que você sugere para tomar num jantar? E para levar para o Brasil? Existe alguma unanimidade a respeito de algum vinho californiano em particular? Pôxa, duvido que o PêEsse vá ler esse post, mas umas dicas deles viriam em boa hora. E as suas também Maryanne, claro! Puxa, fui meio prolixa, mas eu só quero dica para beber um vinhozinho decente na refeição e trazer algumas garrafas para o Brasil.

    Quem puder me ajudar com sugestões, agradeço de coração.

  18. Ola Mary. Adorei seu Blog. Estou indo para ai em abril e farei a viagem de San Fran a Los Angeles em 3 dias(Monterey/Carmel/Santa Barbara/Solvang). Gostaria de indicacao de alguma vinicola neste trajeto que fosse de facil acesso. Ola pessoal, podem ajudar, ok?. Grato

  19. Srs,
    Também sou um grande apreciador de vinhos …. e fiquei sabendo de uma novidade através de um amigo que irá me ajudar muito e resolvi passar a vcs.
    Um amigo dele está trazendo para o Brasil uma embalagem feita especialmente para o transporte de vinhos, que combina uma espécie de papel bolha e um selante que além de proteger a garrafa não permite que em caso de quebra o vinho estrague a nossa roupa dentro da mala.
    Entrei em contato com a pessoa, o nome de é Tarcísio a propósito (o e-mail dele é tarcisiofoglio@gmail.com) que foi muito gentil e me disse que nos próximos 30/45 dias terá essas embalagens para venda em São Paulo.

    Achei muito interessante e voltarei a falar com ele nos próximos 45 dias.

    Um grade abraço

  20. Gosto de viajar para um lugar e aproveitar esse lugar. Ficar pegando avião no meio da viagem, aeroporto, etc não me agrada. O ideal seria ir pra California, alugar carro e aproveitar a viagem. MAS esse foi um caso especial. Era um sonho conhecer o Havaí. E valeu MUITO! Amamos o lugar, elegemos como o ponto alto da nossa viagem. Além do mais, era nossa grande oportunidade de conhecer, já q dificilmente iríamos combinar uma outra viagem apenas pra ir ao Havaí. Portanto acho que valeu muito.

  21. Só pra dar um retorno, acabei de voltar. Comprei 6 garrafas de vinho e tinha planejado trazer na mala, com os cuidados que o PêEsse tinha sugerido. Mas aí na vinícola me ofereceram uma caixa de isopor própria pra vinhos, revestida de papelão com uma alça pra carregar e comprei ela (não lembro qnto, mas foi baratinho). Como éramos 2, tínhamos direito a despachar 4 malas, usamos 1 como sendo os vinhos. E não tive problema nenhum. Fui de SF pra Honolulu, Honolulu pra San Diego e finalmente Los Angeles pra Brasília. Tudo com a caixa de vinhos q chegou muito bem, sempre colocando um FRÁGIL bem grande nela.

  22. Excelente h post. Só uma correção, muito importante. A nova norma da receita federal, que entrou em vigor ontem (01/10/2010) determina que o número máximo de bebidas alcoolicas que podem ser trazidas é de 12 litros no total, por pessoa. Observe que fala em LITROS. Como cada garrafa de vinho tem, em geral, 750ml, é possível trazer 16 garrafas. Óbvio que muitos fiscais insistirão em 12 garrafas, portanto aconselho a imprimir a norma do site da receita para alguma eventuaidade: http://www.receita.fazenda.gov.br/Publico/Aduana/bagagem/Viajantes/GuiaRapidoparaViajantes.pdf

  23. Oi Livia, sair de casa pela primeira vez é dificil mesmo, mas o bom é que tudo sempre dá certo. Vc volta cheia de novos conhecimentos e novas amizades e louca pra fazer a proxima viagem; é assim que a gente pega o jeito. 🙂 Pesquise no blog sobre Berkeley e depois vá vendo aos poucos o que te interessa. Novembro costuma ser bonito, mas precisa trazer casaco sim.

  24. Olá, tenho visto seu blog e tem me ajudado. Ganhei 1 curso de ingles em Berkeley por 4 semanas e estou indo sozinha em novembro MORRENDO DE MEDO de n fazer amizades e estranhar. Gostaria de saber c vc poderia me direcionar as infos principais p quem nunca saiu de casa e ta indo passa 1 mes ai. C vc acha que vale a pena. Tem algum email p contato c vc?

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