O que Fazer?

São Francisco, via VnV

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Conheci o Pato Economico no jantar  depois do lançamento do livro do Riq em dezembro. Como todos na mesa falavam de viagens, ele logo me contou que amava São Francisco, e tinha estudado inglês por lá em 2007.  Como  ele  conhecia o Riq,  mandou  um texto pra ele sobre a cidade, que acabou virando post  no VnV. Fiquei super curiosa, e perguntei se ele poderia mandar o texto pra mim, pra virar post também. Só que desta vez, no Hotel California.

Então, aí vai. Obrigada Pato, e obrigada Riq.

“Estudando São Francisco ( by Pato Economico)

Ricardo Freire

O P.E. está fazendo um curso de inglês em San Francisco e aproveitou para dar uma bela aula à distância de como aproveitar a cidade. Para não deixar um post tão rico sem ilustrações, eu peguei autorização para usar essas fotos no site do San Francisco Convention & Visitors Bureau. Manda a pêra, Ernesto!

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Amigos do Vnv: direto de São Francisco…. uma Cidade ainda inédita no VnV…

Esta é mais uma das cidades que vale a pena conhecer. Uma mistura de panoramas, culturas, e os imperdíveis passeios de bonde.

(A cidade comprou bondes antigos do mundo todo, do México à Rússia, passando pelos que rodavam no começo do século da Itália. Ainda hoje são movidos a cabo, e ficam ainda mais interessantes quando você vai ao museu e vê todos os sistemas usados na operação.)

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Outubro é seguramente a melhor época do ano para ir. O clima é agradável, entre 10 e 20 graus, e não é alta temporada.

A natureza também torna a cidade exuberante, como muitas cidades situadas em baías (quem já foi para o Rio, Sydney ou Vancouver sabe do que eu estou falando), com o charme de parques para passear a pé, e das casas vitorianas.  Há diversos parques, com suas vistas da Golden Gate — que você também pode percorrer de diversas maneiras, seja a pé, seja com um autêntico carro de bombeiros dos anos 50 (eu fui de bicicleta). Os museus são de padrão mundial, e têm temas fora do habitual, como o Asian Museum, ou os que funcionam num jardim japonês ou num submarino da Segunda Guerra Mundial.

Eu estou fazendo um pequeno curso de inglês, de 2 semanas.

A maior vantagem é a de se sentir um pouco como um habitante da cidade e não como um turista, conhecendo a cidade aos poucos, e até começar a gostar do imenso copo de café americano sem gosto… e conhecer o supermercado da esquina, os pequenos restaurantes que não estão no guia, e a hospedagem de longo prazo, que é mais barata (porém menos confortável) do que um hotel.

Na residência estudantil em que estou há estudantes de língua e de música; como bônus, um violinista que está estudando Bach, e um trompetista que ensaia Mozart… Quanto ao curso a carga horária é maior, de 4 horas por dia, e assim, o rendimento é melhor.

Por outro lado, o curso não foge muito daquilo que temos no Brasil, com horas de gramática  (o que para um viajante, que quer simplesmente aprender a se comunicar, não tem nenhum sentido), muitos tempos verbais, e exercícios como passar da voz passiva  para a voz ativa, enfim nada muito diferente do velho the book is on the table.

Os professores tampouco têm algo de excepcional, salvo o fato de serem native speakers. Não há uma didática muito diferente, e que motive o aluno, principalmente para aqueles que, como eu, não curtem muito aprender línguas, mas sabem que quando se conhece o idioma do país visitado, a viagem fica mais rica e interessante.

Quanto aos colegas, há pessoas do mundo inteiro, porém infelizmente a integração e limitada, pois em geral os asiáticos falam entre si, e os brasileiros praticam o …. português…. O social é da faixa do curso, ou seja dos 20 aos 25, e mais focado nas baladas e festas, e menos nos passeios e atividades culturais que fazem mais a minha cabeça….

A melhor parte é procurar conversar com as pessoas na rua, nos parques, e se deixar conhecer a cidade aos poucos. O melhor curso de línguas é conversar com o velhinho que serviu no submarino, e hoje é voluntário do museu, e adora contar sobre sua juventude, a dona do cachorro, o motoneiro do bonde contando sobre o seu trabalho…

Para turistar, no entanto, deve-se ponderar que num curso de línguas o seu tempo para flanar fica bem reduzido, pois a maioria das atrações fecha às 17h, e se sai do curso às 13h30, de modo a que é necessario ter tempo para aproveitar bem. Eu acho que vale a pena sobretudo para quem quer conhecer bem uma cidade grande, e a sua cultura.

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Algumas dicas do Pato econômico:

• Procure chegar no começo do mês. Na primeira semana de cada mês, todos os museus são gratuitos, como o da Ásia; o Young, que fica no Golden Gate Park; e inclusive o Legion of Honor, que apesar do nome não é um museu militar, mas de arte européia, e que vale a visita. Você economiza 40 dólares. Na primeira quarta o zôo é grátis.

• Em vez de comprar uma passagem de bonde com o condutor, por 5 dólares, compre um passe por viagens ilimitadas de 3 ou 7 dias, por 18 e 24 dólares, respectivamente, e que vale para todos os meios de transporte, inclusive os bondes.

• Ópera e concertos têm bilhetes de última hora. Assisti a um concerto maravilhoso por 20 dólares. E só chegar no teatro meia hora antes de começar. (Alô Sala São Paulo, que tal fazer esta promoção?)

• Procure pelos cupons de desconto para os hotéis, que chegam a 50% do valor da diária, especialmente se viajar de carro, e com um itinerário flexível, que torne reservas antecipadas algo meio sem sentido. Eles são facilmente encontráveis no final do bonde da Hide Street, e na estrada, nos postos de gasolina, e nas áreas de descanso (rest areas) . Somente dois têm versao na internet:  Room Saver.com e Hotel Coupons.com.

• No principal shopping, ao lado da Powell Street, e perto do centro de informações turísticas, há um grande shopping, com dois pontos interessantes. Internet grátis no Bank of America, e um supermercado, onde se come uma comida por quilo mais saudável, com saladas e afins, e mais em conta do que no restaurante, e que você pode levar para a praça de alimentação.

• O câmbio torna as compras atrativas, ainda mais agora que é hora da liquidação do Columbus Day. Uma calça Levis custa 25 dólares, um tênis Reebok ou Nike entre 35 e 70.  Mas a melhor dica de todas s]ao os bazares da goodwill.org, onde há roupas, em sua maioria usadas, mas em excelente estado, doadas por aqueles que não gostam de repetir a mesma roupa. Você compra uma camisa social Raph Lauern ou Tomy por 7 dólares !!! É quase o preço de mandar lavar . Uma calça social, de boas grifes, por 12!  E ainda ajuda uma organização assistencial. Fica perto do metro Van Ness, na esquina da Market Street.

• Hotéis: os hotéis em São Francisco são caros, e só perdem para Nova York. Mas há diárias nos youth hostels a partir de 25 dólares.

• Duas sugestões diferentes: uma é um bed and breakfast, pequeno e muito charmoso perto do Golden Gate Park, com diárias com taxas a partir de 180 dólares com taxas, o Stanyan Park, e outro, um hotel temático que lembra bem o estilo be sure to wear some flowers e todo o estilo psicodélico dos anos 70, o The Red Victorian, com diárias a partir de 100 dolares, sem banheiro no quarto, e 150 dólares com banheiro.  Quando você for procurar pelos hotéis, em regra, os preços dos sites NÃO incluem o imposto de 18%.

• Sim, se come bem nos Estados Unidos. É só procurar qualquer restaurante que não tenha comida americana, como os chineses, vietnamitas, gregos, japoneses, mexicanos  (estes tem arroz e feijão para quem tiver saudades…). Há também vários lugares com buffet de salada. Os italianos, porém, deixam muito a desejar…”

Aqui vai o link do texto original publicado no VnV.

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Maryanne
Maryanne
13 anos atrás

Imagina, a honra é toda minha. É uma delicia ter leitores como você!

Ernesto
Ernesto
13 anos atrás

O Maryane ! Legal , mais ainda num blogo como o seu, dedicado a São Francisco, me sinto muito honrado!