Não dá pra falar de Berkeley sem falar do Chez Panisse Café. Aliás, eu acho que Berkeley não poderia existir sem o Chez Panisse, e o Chez Panisse não caberia em nenhum outro lugar do mundo, que não fosse Berkeley.

O estilo casual com muita madeira e luz, a aliança com os produtores locais, e as receitas que mudam constantemente para acompanhar as estações, convivem ali desde 1971. Isso mesmo, 1971. Quem falava em produção local naquela época? Quem mudava o cardápio a cada estação? Só Alice Waters, no seu Chez Panisse Café.

Chez Panisse Café

Tem mil histórias interessantes sobre a Alice Waters, que foi a fundadora do Chez Panisse Café e da  cozinha Californiana. A Fernanda do Chucrute conta essa aqui, sobre o casal Clinton que veio jantar no restaurante e ela descobriu que na Casa Branca não tinha horta e não parou de tentar convencê-los a criar uma.

Mas eu sou fã de carteirinha da Alice Waters por causa do programa que ela conseguiu criar junto as escolas primárias onde hortas são plantadas e comida é integrada ao currículo. Por exemplo, nas aulas de matemática, as crianças vão para a horta e medir e pesar a comida. Ela tenta mostrar a essas crianças criadas na Fast Food Nation, que comida não é só combustível, que existe toda uma ligação entre  estações, cores e sabores. O objetivo do programa é  criar uma geração mais saudável que saiba apreciar a comida, e não só se entupir de comida.

O Chez Panisse ocupa 2 andares de uma casa em Berkeley no chamado “Gourmet Ghetto“. No andar de baixo fica o restaurante que tem 1* no Michelin, só abre a noite e tem cardápio fixo com 3 a 5 pratos ( vou falar dele em outro post). O Café fica no andar de cima e o ambiente é muito mais descontraído. Não importa o dia/mês ou hora, reserva é fundamental. Para o restaurante, tente reservar com semanas de antecedência.

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Restaurantes da Alice Waters

Os dois restaurantes seguem a risca todas as regras da Alice Waters. Todos os ingredientes são orgânicos e toda a comida servida ali vem de fazendas ao redor. A carne  é de animais criados sem hormônios e sem antibióticos, os frangos só comem orgânicos e tem todo tipo de cuidado possível e imaginável.

menu-cp-cafe1O cardápio do Café é enxuto e muda sempre, com excessão da minha salada preferidissíma que está sempre lá: a saladinha verde com queijo de cabra crocante. Toda vez que o restaurante tenta tirar esse prato do menú, recebe tantas reclamações, que acaba sempre trazendo de volta.

Prá quem quer um almoço bom e barato, o menú fixo dá direito a 3 pratos e custa $ 24. No jantar, o mesmo menú custa $ 28. É um negócio da China, em termos de custo/benefício/cultura local. Além do que, dá pra ir de metrô de São Francisco pra lá e custa por volta de $ 7.20 ida/volta.

Onde fica?

1517 Shattuck Avenue

Berkeley,CA

(510) 548-5525

Aqui vai a receita da salada com  queijo de cabra cozido, que fica super crocante. Veja se você consegue repetir o sucesso!

Receita

220 gramas de queijo de cabra

1 copo de azeite de oliva virgem

3 a 4 maços de tomilho fresco picado

1 maço pequeno de alecrim fresco

1/2 baguete, preferivelmente do dia anterior

1 colher de sopa de vinagre de vinho rose

1 colher de cha de vinagre de xerez

sal e pimenta

1/4 de copo de azeite extra virgem ou  oleo de nozes ou combinação dos dois

250 gramas de salada

Corte o queijo de cabra em pedacinhos em 8 discos de 1 cm e meio  de espessura. Coloque o azeite de oliva em cima dos pedaços e jogue as ervas por cima. Cubra com papel e guarde em local fresco por no mínimo 1 hora ou até uma semana.

Pré aqueça o fogo a 150C. Corte a baguette na metade e coloque no forno por 20 minutos aproximadamente. Coloque no food processor e guarde ( por até 1 semana).

Pré aqueça o forno a 200C, remova os discos de queijo da marinada inicial e passe no bread crumbs, formando uma camda bem grossa. Coloque o queijo numa assadeira e coloque no forno por 6 minutos.

Meça os vinagres numa tigela e adicione um pouco de sal. Bata junto com um pouco de pimenta. Tempere a gosto. Corte a salada, adicione o vinagrete e sirva empratos individuais. Com uma espátula de metal, coloque 2 discos de quijo em cada prato e sirva.

Serve 4 pessoas

Fonte: Chez Panisse café cookbook, by Allice Waters, 1999

9 Comentários

  1. Pingback: O Gourmet Ghetto de Berkeley no Estadão de hoje - Hotel California Blog

  2. Acho que e bem tranquilo andar uma hora pela universidade, ainda mais que vc vai parando,olhando,tirando fotos.. Acho desnecessario pagar pra fazer isso.

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  3. Olá Maryanne!!
    Tudo bem? Estaremos chegando em San Francisco daqui 2 semanas.

    Acabei de fazer uma reserva (Tour Berkeley Campus).E seguindo seu conselho reservei pelo opentable (Chez Panisse Cafe)…Quero experimentar essa saladinha :-))))
    No site da universidade tem um tour com carro eletrico. Será que aguentaremos andar 1h pelo campus?? rs Ou agendo o tour com carro??
    aguardo seu contato
    beijos
    Mirian

  4. Pingback: 1° encontro dos hóspedes do Hotel California « Hotel California Weblog

  5. hotelcaliforniablog

    Oi Paulo, nao se preocupe, aqui nos EUA nao tem disso. Maso pessoal no Chez Panisse vai um pouquinho mais arrumado sim, mas sem gravata, blazer, nada disso. É só nao ir de tenis e bermuda, que ta valendo. Diz pra sua esposa pedir a saladinha com queijo de cabra.

  6. Maryanne, minha esposa é fissurada em gastronomia. Estaremos no final do mes em SF. Acabei de ligar e fazer uma reserva no Chez Panisse (restaurante). Mas, como meu inglês não é lá essas coisas, acabei me distraindo e esqueci de perguntar se é recomendado (ou exigido) algum traje em especial para o jantar. No OpenTable diz assim: Dress Code: Business Casual. Pode me ajudar??? Preciso ir de terno, paletó ou coisa assim?

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  9. Ana Paula K.

    E eu não conheci Mary!!! pode uma coisa dessas?? mas fiquei com vontade, talvez em uma próxima!! querooo muitooooo visitar vcssssssssssss!! beijos

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